História de vida real – João Victor de Oliveira – Fundação Matias Machline

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Quando a educação ultrapassa barreiras

Superação e força de vontade definem a rotina do adolescente João Victor de Oliveira Ferreira, aluno da Fundação Matias Machline (FMM). Aos 13 anos, ele cursa Eletrônica na turma 2018-2020 e não deixa que nada atrapalhe seus estudos: morador da Comunidade São João, na Rodovia BR-174, no KM 4, João Victor pega até três ônibus do transporte público para chegar na FMM, no Distrito Industrial, em Manaus.

O dia do futuro técnico em Eletrônica começa cedo. De segunda a sexta, João Victor acorda às 4h, toma banho, se veste depressa, bebe um café preto preparado pela mãe, arruma o material escolar e sai antes das 5h, a fim de pegar o primeiro ônibus do trajeto para a escola. O pai, o marceneiro João Ferreira Neto, de 60 anos, faz questão de acompanhar o filho nessa parte do caminho.

É pela janela do ônibus que João Victor vê o sol nascer – a viagem de casa até a FMM dura mais de uma hora e meia. Enquanto o veículo percorre as ruas de Manaus, o adolescente ganha tempo revisando as matérias dadas pelos professores. Aluno dedicado, desde muito jovem ele se destacou nos colégios pelos quais passou e acabou se adiantando em duas séries. Como a FMM oferece educação em período integral, João Victor aproveita ao máximo a estrutura da Fundação para fazer seus trabalhos e usar a internet, uma vez que em sua comunidade o acesso é bastante restrito.

E todo o esforço vale a pena. João Victor usa um planejamento semanal para manter o ritmo dos estudos. “Perco muito tempo andando de ônibus e tenho pouco tempo para estudar, porque chego tarde em casa. Tento fazer o máximo de tarefas e atividades na Fundação, nos horários de intervalo e durante o almoço”, explica o adolescente. “Minha expectativa é ter uma base sólida no Ensino Médio para conseguir uma boa faculdade no futuro”, acrescenta ele.

Por ser um projeto social, a atuação da FMM não se limita à formação escolar. Em alguns meses de aula, João Victor já percebeu isso. “A Fundação me ensina a ter valores, como educação, disciplina, organização e respeito. Tento levar tudo isso para casa, vira um hábito. Quando vira hábito, você leva para qualquer lugar”, afirma o adolescente.

Suporte da família

João Victor tem o apoio dos pais para se dedicar ao colégio. Sua mãe, a dona de casa Helena Maria de Oliveira Chaves, de 39 anos, conta que a família precisou se mudar e passar a pagar aluguel, a fim de manter os três filhos estudando. “Morávamos no KM 41 e nossa casa era própria, mas não tinha como meus filhos saírem para estudar, por causa da condução. Quando soubemos que o João tinha passado para a Fundação Matias Machline, viemos para um lugar que tem transporte”, diz ela.

João Ferreira Neto não esconde o orgulho pelas conquistas do filho. Segundo ele, saber que João Victor havia passado para a Fundação Matias Machline trouxe um misto de felicidade e preocupação. “Quando fui levar o João na FMM e comecei a ver a rotina de estudos, falei para minha esposa que achava que ele não iria conseguir estudar ali, porque parece uma escola para ricos. Graças a Deus meu filho é muito esforçado”, conta o marceneiro.

João Victor reconhece que o suporte dentro de casa é fundamental. “Tenho meu irmão como exemplo e minha família também me vê como exemplo. Meus pais e irmãos me incentivam e fazem tudo por mim”, diz ele.

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